quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Desabafo: Quem verdadeiramente não se valoriza?

Escutei de alguns policiais esta semana: "Não vou defender quem não me valoriza(!!!)."  O militar se referia a sociedade. E ainda completou: "não vou defender uma Sociedade que não me valoriza".

Eu pergunto, então: 

Quem nos valoriza quando nós, não nos valorizamos? Algum policial sabe exatamente qual seu valor?

Qual seu valor para a sociedade? Qual seu valor para a instituição policial? Qual seu valor para o Estado? Afinal de contas: qual é o valor de um policial?

Quanto ou o que poderia ser o valor de um policial para que ele trabalhasse com dedicação, e empenho. Ser um ser produtivo, obstinado, dedicado?

Então vamos lá. Afinal estamos no Brasil!

O que nós fizemos nos últimos 15 anos para que a nossa valorização acontecesse?

O que nós (os policiais) fizemos nos últimos 05 anos para que nossa valorização ocorresse?

Quantas reuniões, mobilizações, plenárias, eventos, manifestação participamos nos últimos 06 meses?

Quem quer ser valorizado se valoriza primeiro (!!!)

Todas as categorias lutam e reivindicam direitos na luta, na mobilização, participando, propondo e transformando. Só a categorial policial militar quer ser diferente. Querem um Tiradentes? Para depois esquecê-lo?  Querem um pai para depois abandoná-lo? Um herói? Um Jesus Cristo para ser crucificado? Um Buda?

O Estado só vai na pressão. Não se ganha direitos! Direitos se toma! Seja pelo sangue ou pela luta política - foi isso que aprendi na Universidade. É assim que a história da humanidade nos revela.

Seja você mesmo a Luta que vê nos outros!!!!!!!!!!!!!!!

Quer ser valorizado LUTE pelo seu valor!!! LUTE, portanto pelos seus direitos.
Direitos: De ter um salário digno e motivante, moradia digna e condizente, ascensão funcional, liberdade de expressão, direito de ter novos direitos, LUTE por uma carreira funcional. Mas LUTE!

Aonde nos levará andar a passos de tartaruga?

Fazer o feijão com arroz básico resolverá em que?

Este é um momento ímpar no Brasil: É chegada a hora de irmos para cima do Estado! Do Sistema! Dos governos. De uma grande mobilização por profundas reformas e Modernização do Sistema Policial no Brasil. Lutar por uma política nacional de Segurança Pública. Qualquer coisa fora disso é simples e mero paliativo de pouca duração.

Mas enquanto as categorias não tiverem a Coragem e capacidade de enfrentar os problemas que nos aflige, é preciso ter pelo menos coragem de enfrentar a bandidagem.
Enfrentar a criminalidade e a bandidagem sem nos igualamos a estes. Mais na clara observância dos limites legais, ao qual não podemos esquecer - podemos ser duros sem perdermos o senso de Justiça e a prática da Lei. Não nos convém ser cruéis como os cruéis. Nem criminosos como os que vivem a praticar o Crime. Se assim o fizermos, qual a diferença entre eles e nós?

Somos profissionais da Segurança. Pais de famílias. Cidadãos. E precisamos encontrar soluções inteligentes contra quem nos desvaloriza, nos abandona, nos ignora: O ESTADO!

O ESTADO só teme uma categoria se ela estiver unida e mobilizada. E só a uma forma disso ocorrer que é os policiais participando das atividades quando convocados.

Participe das reuniões. Venha para as convocações. Some-se a Luta. Quando não há participação há divisão. Então o Estado, o Sistema ganha.

Ser a palmatória do mundo vale a pena? Onde estão os que assim agiram? Como eles estão agora? Presos, expulsos, processados, mortos, doentes ou frustrados.

A maldade deixa para os maus. A psicopatia deixe para os psicopatas. O crime deixe para os criminosos.

Nós gostaríamos que a nossa família, os nossos filhos, amigos, vizinhança e nossa comunidade estivessem nas mãos dos criminosos? Fossem vítimas da violência dos bandidos ou até mesmo vitimas de injustiça? Acho que não! Principalmente em se tratando dos nossos.

Como podemos sugerir que a Policia trabalhe em passos de tartaruga para os outros policiais? Se companheiros morreram foi exatamente pela inércia de todos: Governo, Polícia, Sociedade, Associações, Comunidade, Estado, Sistema. Cada um no seu individualismo. Sua zona de conforto.

Eu vou pra rua trabalhar cada vez mais. E dar o máximo de mim contra a criminalidade. E defenderei a vida, a família, os filhos e os filhos dos filhos de todos e por todos - por que sei que a minha vida correrá perigo, bem como de toda minha família, amigos e policiais se todos fizerem apenas o básico.

Quando eu faço apenas o básico eu também corro perigo porque outros me seguirão e farão (também) o básico. Um dia o básico também me alcançará e é neste momento que o básico não é bom pra ninguém. Nem pra mim.

Se quiserem fazer uma greve na Polícia estou dentro e vou para frente de luta. Entro nela e serei o último a sair! Se desejarem fazer um movimento reivindicatório na PM e contra o governo serei o primeiro da fila. Se desejarem radicalizar contra a bandidagem eu levanto minha arma contra eles de forma legal. Mas não farei o "Feijão com arroz básico". Seria uma trágica forma de demostrar medo e desconhecer o gigante que cada homem e mulher têm dentro de si - como policial. Como cidadão. E em todos os sentidos.

Cumpro minha palavra. Cumprirei meu juramento: Como policial defender a sociedade. E Como cidadão: Lutar pelos meus Direitos. Na categoria: Ficar ao lado dela na luta por Direitos.

Fazer o Feijão com "arroz básico" interessa a quem? E por quê? Qual foi o resultado até agora disso tudo?

Se esconder dentro da toca do coelho? Fugir da realidade? Acovardar-se na luta por Direitos com medo de que? De quem? Se não tenho medo de bandidos também não temerei o Estado e suas legislações pretorianas e injustas contra nós - policiais Militares.

Se algo estiver errado devemos ter coragem de enfrentar e promover transformação. Deixar como estar vai resolver alguma coisa?  "Quem não luta por seus direitos não é digno de tê-los".

Estou a Disposição das entidades de classe da Polícia Militar. Estarei a Disposição de qualquer um que deseje lutar por dias melhores na PM. Estou a Disposição para qualquer luta. Estou a Disposição para defender qualquer policial injustiçado. Mais não me chamem para me esconder. A criminalidade é pra ser enfrentada e os bandidos irem pra cadeia, e se resolverem enfrentar a policia idem para o cemitério. Afinal estes são os dois únicos lugares para criminosos.

Sgt Pereira
(Pb.) 5° BPM. Capital. João Pessoa.

Via Facebook

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Opinião: Primeiro o RESPEITO... Se de dentro pra fora, melhor...


Lendo o noticiário fico sabendo que, na tarde do dia 05.02.2014, um policial militar do Distrito Federal faleceu após capotagem na BR-070, entre Ceilândia-DF e Águas Lindas-GO. A viatura em que ele estava rodou na pista e bateu em um poste, durante uma perseguição a um automóvel roubado; repousando em seguida no canteiro central da via.

Indignado, mas não surpreso, infelizmente leio em grupos sociais que pessoas passando pela rodovia, nos transportes coletivos, comemoraram o óbito de um herói. Lamentável, porque o sangue que ali foi derramado trabalhava na defesa destas mesmas pessoas.

Então, fiz uma repentina analogia com ser policial neste país estar em pé de igualdade em ser tratador de animais selvagens; você deve esperar sempre alguma hostilidade. Quase sempre as pessoas são aliadas dos bandidos que as subjugam; principalmente nas periferias, áreas de favelas e redutos dominados pela falta de conhecimento e cultura.

E essa glamorização do crime está cantada em verso e prosa nas novelas da Rede Globo e nos noticiários policiais; horário nobre ou programas vespertinos que se dedicam em ser a base instrutiva de um malfadado povo brasileiro. Daí se explica a falta de respeito e, inclusive, a ingratidão do populacho que, abandonados pelo Estado, às vezes só tem a polícia para lhes prestar algum socorro; todavia são incapazes de raciocinar sobre isso.

Ingratidão da sociedade e, também, de uma mídia carniceira interessada somente na veiculação das desgraças alheias, menos se importando com qualquer vitupério que possa transmitir. Junte-se aos iníquos transeuntes o protesto de um jornalista da Rede Globo, apresentador do DFTV, o qual alegou excesso de recursos públicos no atendimento, arguindo que tudo se dava “porque um PM morreu no acidente”. Agindo assim, não só menosprezou a trágica morte de “um PM”, mas de um homem e policial honrado, deixando patente na sua expressividade uma idéia de soberania oligarca que, assim como tantos, menospreza o falecimento de policiais porque ainda nutre deturpado e arcaico comportamento, fomentado em todo o território brasileiro, de que a função policial é casta social em plano inferior.

Inquietante e não ver esse mesmo jornalista, com seus iguais, rechaçar com similar cobrança o uso de luxuosos sedãs executivos, cercado de vários batedores, nas ruas de Brasília num frenesi de sirenes e luzes inúteis. Carrões e combustíveis pagos com o dinheiro dos nossos impostos, transportando corruptos inservíveis à nação, fechando o trânsito e importunando dignos trabalhadores. Circo institucional montado somente para que deputados, senadores ou ministros sejam lá do que, possam ter privilégios de exclusividade no direito de se locomoverem livremente pelas vias; impossibilidade para contribuintes que custeiam os próprios veículos, mas ficam longo tempo parados nos engarrafamentos. Também não se reclama do transporte de presos aos tribunais, em onerosa procissão de viaturas, somente porque é cômodo para o teatral judiciário não se deslocar aos presídios ou ouvi-los por teleconferência. Gastos? Vamos mesmo falar de gastos? Então que se fale dos bilhões “roubados” do nosso país com a aquiescência de jornalistas chapa branca; os aduladores que rodeiam gatunos políticos em busca de algum selfie!

Errado está a patuleia ininteligível e envilecida, bem como o adestrado jornalista. Assim como todo o grosso da sociedade ao qual podemos somar “nobres” líderes governantes. Policiais são heróis nas mais evoluídas sociedades do mundo mas no Brasil, principalmente, deveriam assim serem reconhecidos.

Os nossos policiais são mais que heróis porque se dedicam à faina de executarem funções penosas, mesmo perseguidos por alegados direitos humanos, parlamentares oportunistas, ONG'S pró-bandidos, promotores sectaristas e por um judiciário inimigo e detrator, com tibieza na aplicação das leis, mais aliado aos formadores de opiniões contrárias; assim como o citado e aleivoso jornalista.

Todos covardes! Zombam e apontam seus dedos sujos refestelados em palacetes revestidos com o brilho do granito e aclimatados no ar condicionado; com seus escusos acordos de escaninho fomentando sempre altos salários. Enquanto isso, unidades policiais e quartéis padecem por falta de recursos humanos, materiais e estruturais. Todavia, mesmo com viaturas sucateadas, armamento arcaico e condições de trabalho aviltantes, policiais se esforçam contra qualquer vicissitude para manter bandidos distantes das imediações dos familiares de zombeteira elite; residentes nos seus refúgios de luxo. Mas nós sabemos o valor do policial que veio a óbito e o quanto a sociedade perdeu com a sua extinção.

Este é o espírito de repúdio que se abate entre homens e mulheres policiais que se dedicam a protegerem infelizes “cidadãos”; pessoas que aplaudiram e comemoraram a morte do policial na rodovia. Zumbis vilipendiados nos seus direitos básicos por um Estado corrupto e mal gerido e, por isso mesmo, incapazes de reconhecer o verdadeiro e importante papel da polícia nas suas pobres vidas. Única instituição em que podem se socorrer, mesmo nas mais longínquas periferias.

Mas, como contrapartida, vi também uma bela demonstração de irmandade e respeito, dos segmentos da segurança pública, no cortejo com o féretro e no sepultamento deste trabalhador, cidadão e defensor da sociedade. Pena que este aprendizado tenha vindo por embaraçadas lições, como imitação dos valores americanos (no exemplo dado a nós por conta da morte do policial civil Dentinho em solo ianque) mas, principalmente,  como  revide  do comentário desafortunado e preconceituoso de um apresentador de telejornal.

Faço votos que, de agora em diante, as instituições policiais tenham aprendido a lição e assim aja com todo policial morto em combate; para que recebam merecidas honrarias. É o mínimo de gratidão e retribuição que um guerreiro e defensor da sociedade merece.

E uma nova visão podemos ter com o estúpido comportamento dos escarnecedores e o comentário indigno do jornalista. Há a necessidade de repensarmos os nossos valores sociais para divisarmos aonde esta sociedade, com pérfidas idéias, deseja chegar. Acredito nisto porque basta olharmos o caminho que ora trilhamos e não será difícil concluir que o caos é o nosso destino.

Neste aspecto, com tanta ignomínia da parte destas pessoas que não reconhecem o trabalho policial, além de um recalcado telejornalismo, malicioso e indutivo, talvez pudéssemos parafrasear Jesus Cristo alegando apenas a ignorância dos difamadores. Contudo vejo diferente, porque estas pessoas são conscientes e "sabem o que fazem".

A sociedade precisa entender que polícia protege a todos nós cidadãos e devemos valorizá-la, independente de estarmos ou não em uma instituição policial. E que, policiais ou não, o interesse público e o bem estar social é o que nos move como um só corpo social; o mesmo interesse existente em cada indivíduo que carrega em si a chama da honestidade, na busca pelo conforto e melhoria de vida de seus familiares. Façamos assim doravante!

Desejamos respeito por parte dos governantes e, individualmente, cobramos isso da própria sociedade, mas, há muito, temos esquecido que este respeito deve primeiro partir de nós mesmos.

Meus sentimentos aos companheiros, amigos e familiares deste herói que bravamente serviu a sociedade, a despeito de qualquer ingratidão, e só encontrou justiça entre os seus pares. Descanse em paz.


Texto de um amigo Agente PCDF aposentado, reservando os direitos à preservação da identidade, via WhatsApp.
Título adaptado

sábado, 6 de fevereiro de 2016

CB Renato - Um adeus emocionante: “Não foi só um policial”

Hoje (6), a Polícia Militar do Distrito Federal está de luto! Deu baixa definitivamente para os planos celestiais o CB Renato Fernandes, 37 anos, pai de um lindo garotinho de 8 aninhos (Wisley) e futuro papai novamente, porque a senhora Patrícia, sua esposa, seria mãe daqui a 7 meses.

Nunca na história de policiais mortos em serviço se viu tamanha mobilização. Cerca de 4 mil policiais das diversas forças de segurança do DF como DETRAN, PCDF, DER, TECPENS, FORÇA NACIONAL, CBMDF, PMGO, PRF e DOE, além de parentes e amigos compareceram para prestar a última homenagem a esse herói.

Quatro helicópteros da PMDF, PCDF, DETRAN e PRF sobrevoaram o cemitério atirando pétalas de rosas enquanto "incontáveis viaturas" acionavam suas sirenes e dispositivos luminosos simbolizando o amor e carinho pelo guardião tombado abruptamente.

A história do CB Renato Fernandes começou há 13 anos quando ingressou na Polícia Militar e ao finalizar o seu curso jurou dar a sua vida para salvar a sociedade. Detentor de 87 elogios, Renato nunca teve envolvimento com acidentes na corporação. Na data de ontem (5), o senso do dever e o compromisso com a sociedade acabou por perder sua vida no estrito cumprimento do dever legal, honrando seu juramento.

Não há clima na corporação. A tristeza podia ser vista nos olhos lacrimejados de milhares de policiais e amigos. A família não terá mais seu tutor, o filho de Renato não poderá mais chamar uma das palavras mais lindas e gostosas do mundo, “Papai” e sua filhinha já nascerá órfã.

Durante a cerimônia fúnebre, já na saída, o governador Rodrigo Rolemberg foi hostilizado pelos presentes que pediam reconhecimento e respeito à corporação e seus integrantes.

Encerramos, tristes e emudecidos, com a seguinte reflexão:

"Enquanto todos dormem, eu estou em lugares inimagináveis, matagais intransponíveis, bueiros fétidos, casas abandonadas, entre outros lugares a que alguém normal se recusaria ir;

Enquanto todos dormem, eu estou em alerta máximo, tentando não apenas defender pessoas que nunca vi, nem mesmo conheço, mas também tentando sobreviver;

Enquanto todos dormem no aconchego de suas casas debaixo dos cobertores, eu estou nas ruas debaixo da forte chuva, com frio e cansado madrugada adentro;

Enquanto todos dormem, eu estou travestido de herói e mesmo não tendo superpoderes estou pronto para enfrentar o perigo, para desafiar a morte e, ‘quiçá, sobreviver’;

Enquanto todos dormem, eu estou dividido entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública;

Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um futuro melhor, com o devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mas principalmente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi difícil sobreviver a noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo.

Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos."

Descanse em paz CB Renato Fernandes! Nosso respeito e admiração!

POLICIAIS MILITARES DO DISTRITO FEDERAL

Da redação,


Por Poliglota...

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ALÔ GOVERNADOR!!! SEM MANUTENÇÃO, FROTA DE PAJEROS DA PM PODE CONTINUAR MATANDO POLICIAIS


A morte de mais um policial causado por capotamento de viaturas sucateadas da PMDF reacendeu uma antiga discussão em torno da imprestável frota de 318 viaturas do modelo Pajero Dakar. Nos últimos três anos esse tipo de veículo sem manutenção já matou, feriu e tornou-se um passo para a morte de militares. O GDF já foi alertado para a situação, mas não dá sinais de que está preocupado com isso. No velório do policial, morto ontem, que ocorrerá neste sábado, a tropa revoltada não quer saber da presença da Rede Globo no local e nem do governador Rodrigo Rollemberg.
                                                                     
O que fazer diante de um grupo de bandidos dentro de um carro em fuga? Após os sucessivos capotamentos de viaturas modelo Pajeiro da PMDF durante perseguições a criminosos, a orientação é “cuidado”. Não pelas ameaças dos bandidos, mas pela condição de uso de viaturas sem manutenção. A frota de 318 viatura do referido modelo que deveria ser retirada de uso em marco do ano passado continua nas ruas por não ter como substituí-las.

A viatura, de prefixo 2844 que capotou matando o cabo Renato Fernandes da Silva e ferindo mais dois policiais durante uma perseguição a um automóvel roubado na BR-070, no trecho entre Ceilândia e Águas Lindas (GO), estava sem manutenção mecânica, segundo denunciou ao Radar uma fonte da própria Policia Militar.

O veículo do modelo Pajero Dakar que faz parte da frota de 318 veículos, há meses vinha apresentando falhas no sistema de suspensão e direção. A viatura deverá passar por uma perícia a ser anexada a um inquérito policial instaurado pela Polícia Civil para saber as causas do acidente.

Quando as 318 viaturas modelo Pajero da Mitsubish foram compradas pela Policia Militar do Distrito Federal em 2012, a justificativa era de que os veículos eram ágeis, robustos e confortáveis para o bom desempenho da Segurança Pública. Porém de lá para cá, os sucessivos problemas apresentados pelo uso da frota já tirou vidas de alguns policiais e produziu graves sequelas em outros, além de pecar em vários aspectos conforme analise técnicos.

Sem a manutenção periódica, conforme o cronograma estipulado pelo fabricante de forma preventiva, as viaturas da PM há anos vem passando por um processo de sucateamento nos pátios dos batalhões da PM. Em janeiro do ano passado, após vários casos de capotamento dos veículos em operações nas ruas, levou o comando da PM a fazer o uso restrito da frota.

Com o aumento da criminalidade viaturas como a utilizada pelo cabo Roberto Fernandes que o levou a morte tem sido empregadas no patrulhamento sem a manutenção adequada. Por se tratar de um veículo off road (fora de estrada), ou seja, concebido para ser utilizado em trechos de terra, terrenos esburacados, terrenos difíceis a suspensão é elevada. No entanto, os veículos sem manutenção adequada são usados na maior parte do tempo em perseguição aos criminosos em fuga nas vias públicas, diga-se de passagem, com uma pavimentação asfáltica lisa e com pouca aderência.

“O somatória de todos esses ingredientes de altura elevada da suspensão, falta de treinamento e capacitação, perseguições em alta velocidade e a falta de manutenção, acabam resultando em capotamentos, perda total do veículo, ferimentos graves e mortes” afirma um analista.

“A pergunta que fica ao governador Rodrigo Rollemberg é: “Quantos policiais militares, pais de famílias, bravos cumpridores de seus deveres em defesa da sociedade terão que morrer por falta de equipamentos adequados para o bom desempenho da segurança pública?”, questiona o Tenente Poliglota um dos maiores defensores da PM e crítico feroz da equivocada política de segurança pública do Governo de Brasília.

É por causa desse sentimento de revolta que os milhares de policiais militares que comparecerão para prestar as últimas homenagens ao companheiro de farda morto estão decididos em não aceitar a presença do governador Rodrigo Rollemberg durante a cerimônia póstuma.

Pelo menos é isso que está em discussão nos grupos e whatsapp que reúne policiais militares. Outra presença não bem-vinda é da equipe de jornalismo da rede Globo. A emissora criticou com desdém, no seu jornal, o fato de muitas viaturas se fazerem presentes ao local do acidente que causou a morte do cabo Renato.

Fonte: Da Redação RadarCondomínios.com

NOTA DE REPUDIO DA PMDF

A PMDF vem publicamente manifestar seu repúdio à forma desrespeitosa com que o repórter Antônio de Castro, da Rede Globo de Televisão, noticiou durante a apresentação do Programa DFTV 2ª edição, desta sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016, o seguinte comentário:
“Novas imagens do Globocop mostram a quantidade impressionante de viaturas na BR-070. São quatro helicópteros. A nossa equipe contou 20 viaturas da PM, mais as viaturas da Polícia Civil, dos Bombeiros também são várias viaturas, além do Instituto Médico Legal, porque um PM morreu neste acidente”.
Nós policiais militares nos importamos, vivemos e nos compromissamos em garantir a ordem pública, mesmo com o sacrifício da própria vida. Reunião de viaturas acontece todos os dias: para defender a comunidade; para garantir o direito constitucional das manifestações; para permitir que outros órgãos possam executar suas atividades; para possibilitar que todas as manifestações sociais e culturais possam ser desenvolvidas com ordem e segurança, tais como: partidas de futebol, shows, artes marciais, projetos infantis, corridas de rua, passeios ciclísticos, festas populares, festivais de músicas e muitos outros eventos.
Neste próximo final de semana, milhões de foliões se reunirão para cantar, dançar, enfim se divertir, e lá estarão milhares de abnegados policiais militares para garantir o direito de cada cidadão.
Talvez os que veiculem as notícias não tenham consciência de sua responsabilidade social e, consequentemente, do prejuízo que causam quando narram um fato para a sociedade adicionando interpretações tendenciosas, sarcásticas e desumanas.
A morte de um ser humano diz respeito a todos. E quando se trata de um profissional de segurança pública que diariamente se arrisca para preservar a vida e o patrimônio alheio?
No momento de dor de toda a família policial militar, nos entristeceu a forma desrespeitosa como o repórter Sr. Antônio de Castro se manifestou. Não esperamos que Vossa Senhoria se entristeça com a morte de um policial, mas exigimos respeito com a nossa Instituição, com todos os policiais, com a família do nosso valoroso Renato Fernandes da Silva, que faleceu no cumprimento de seu dever.
A PMDF se solidariza com a família dos policiais militares acidentados, honrando seus profissionais e valorizando a importância de cada um de seus integrantes.

Brasília – DF, em 5 de fevereiro de 2016.
POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL

Centro de Comunicação Social da PMDF

SEPULTAMENTO DO CB RENATO

É com imenso pesar que comunicamos à família Policial Militar que o velório e sepultamento do CB Renato Fernandes da Silva acontecerá na Capela nº 02 do Cemitério de Taguatinga.

O velório acontecerá a partir das 14:00 horas e o sepultamento às 16:30 horas.
Nossos sentimentos à família.


Por Poliglota...


INFELIZ, ESTÚPIDO, REPUGNANTE E INSENSÍVEL: COMENTÁRIO DO JORNALISTA ANTONIO DE CASTRO DO DFTV CAUSA REVOLTA NA PM

“Nós contamos no local do acidente 20 viaturas da PM, fora as da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, além do IML, tudo porque morreu um policial militar” (Antônio de Castro – Rede Globo DFTV 2ª Edição de 06/02/2016)

Caro jornalista (sic) Antonio de Castro, da Rede Globo

Infeliz, estúpido, insensível e repugnante seu comentário agora na 2ª Edição do DFTV acerca do acidente com uma viatura policial que vitimou fatalmente um dos mais condecorados, competente e responsável policial da Polícia Militar e do 2º Batalhão de Polícia Militar.

Saiba caro jornalista, que para alguém que todos os dias coloca a cara na TV para uma população de quase 3 milhões de pessoas, a sua atitude bizarra só comprova a falta de seleção por essa empresa (GLOBO) nos profissionais que a deveriam representá-la.

Você deveria pelo menos respeitar a família do policial militar morto e a FAMÍLIA POLICIAL MILITAR. Não foi “só um policial militar”, foi um pai de família, um profissional e guardião da sociedade que jurou defendê-la com o risco da própria vida. E defendendo a sociedade da criminalidade, perdeu-a!

A quantidade de viaturas na qual vocês tão “eficientemente” tiveram o cuidado de contar, simbolizava o respeito a vida humana, a solidariedade a um guerreiro que lutava contra o tempo para preservar sua própria vida. Os senhores são muito bons para cobrarem sempre da polícia, mas incapazes de apresentar qualquer solução ou cobrar das autoridades e governos que os pagam abundantemente com verbas publicitárias de mais de 100 milhões de reais atitudes concretas e práticas. Enojante!

Encerro por aqui, não por falta de assunto, pois sua atitude repugnante é motivo para um livro, mas para respeitar a ética jornalística que muitos insistem em desconhecer. Mas quero deixar-lhe um texto para que leia e reflita e, se tiver peito e coragem, leia em canal aberto e ao vivo aos seus telespectadores. Quem sabe assim você se redime da estapafúrdia besteira que fez diante de milhões de assistentes. Respeite-nos senhor jornalista!

"Enquanto todos dormem, eu estou em lugares inimagináveis, matagais intransponíveis, bueiros fétidos, casas abandonadas, entre outros lugares a que alguém normal se recusaria ir;
Enquanto todos dormem, eu estou em alerta máximo, tentando não apenas defender pessoas que nunca vi, nem mesmo conheço, mas também tentando sobreviver;
Enquanto todos dormem no aconchego de suas casas debaixo dos cobertores, eu estou nas ruas debaixo da forte chuva, com frio e cansado madrugada adentro;
Enquanto todos dormem, eu estou travestido de herói e mesmo não tendo superpoderes estou pronto para enfrentar o perigo, para desafiar a morte e, ‘quiçá, sobreviver’;
Enquanto todos dormem, eu estou dividido entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública;
Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um futuro melhor, com o devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mas principalmente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi difícil sobreviver a noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo.
Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa, vivos!"

Por Poliglota...(Oficial da Polícia Militar, Jornalista e Vice-Presidente do Partido Democratas DEM-DF)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PMDF: A Ponta do Iceberg e a tragédia anunciada

* Por Soldado Atlas

Era uma vez uma Polícia onde os homens mais capazes, mais audazes, valorosos e que reuniam todas as virtudes que se espera de um Policial cansaram, lutaram, gritaram, imploraram e por fim faleceram.

Aqueles que tinham propósito claros de que vale a pena trabalhar para garantir a vida, a propriedade e a liberdade dos cidadãos de sua cidade, desapareceram, não suportaram entregar suas vidas para um ideal, quando os meios que lhes são oferecidos para servir são justamente os mesmo que servem para ceifar suas vidas.

De uma vez por todas se uniram, cansaram de observar meia dúzia de parasitas sugarem milhões de reais para realizar a manutenção de viaturas que nunca foram feitos, enquanto reuniam farelos de seus suados salários para consertá-las.

Seus corpos estão em hospitais, salas de cirurgias, UTI, caixões, o dos parasitas, provavelmente se regozijando em um alto cargo do Governo, cujos os vencimentos são duramente pagos com nosso suor, lágrimas e sangue.

Somente o trauma coletivo gera união e nos parece que só a violência vai gerar a compreensão necessária a sociedade que os Policiais Militares dessa cidade não vão mais aceitar trabalhar de graça em escalas extras, não vão mais sair as ruas com viaturas sem condições, com coletes vencidos.

Nenhum PM dessa cidade vai aceitar trabalhar dezenas de anos e ter somente uma mísera promoção, com soldos sendo corrigidos pelo salário mínimo.

Qual o preço que você cobraria para arriscar sua vida por pessoas que não conhece e às vezes o despreza?

Pois o nosso preço acabou de subir, pois a vida de um irmão não se foi em vão e o seu filho que estava para nascer não merece uma Polícia Covarde.

Preparem-se pois para sustentar a lixeira social que depositam em nossos ombros, novamente, será preciso nos atender.

PARA DERRUBAR A NOSSA UNIÃO, É PRECISO MUITO MAIS QUE A INCOMPETÊNCIA DE UM GOVERNO SEM AÇÃO.


*Esse texto foi escrito por um Policial Militar e para preservar a sua identidade colocamos esse codinome 

PMDF DE LUTO: Mais uma viatura capotada com um óbito no local

Como se não bastasse os acidentes ontem envolvendo três viaturas da Polícia Militar e vários policiais lesionados, agora a pouco por volta das 16:30 horas mais uma viatura capotou.

Segundo apurado pelo blog, Informações preliminares dão conta de que um policial veio a óbito no local, CB Renato, lotado no 2º Batalhão de Polícia Militar de Taguatinga.

A viatura, de prefixo 2844 efetuava patrulhamento na BR 070 sentido Águas Lindas, próximo à Barragem de Santo Antonio do Descoberto. Segundo informações, um dos policiais foi lançado fora da viatura.

E em respeito ao policial falecido no estrito cumprimento de seu dever legal, não publicaremos a foto da viatura. Esperamos que a imprensa comprada e prostituída, ávida por sangue às custas da desgraça alheia, também respeite a vida e a família desse nobre guerreiro que se foi.

Da Redação,


Por Poliglota...