terça-feira, 29 de julho de 2014

SEGURANÇA: Projeto exige curso superior para ingresso na Polícia e no Corpo de Bombeiros

Deputado quer garantir um padrão nacional também mínimo para o ingresso nas fileiras dessas instituições.

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6632/13, do deputado William Dib (PSDB-SP), que exige curso superior para o ingresso na Polícia e no Corpo de Bombeiros Militar. O texto exige ainda curso de Direito para entrar no quadro de oficiais dessas instituições.


Hoje as exigências previstas no projeto não constam do Decreto-Lei 667/69, que reorganiza as polícias militares (PM) e os Corpos de Bombeiros Militares dos estados e do Distrito Federal. O projeto altera esse decreto-lei.

Dib lembra que vários Estados já exigem
Curso Superior
A proposta também padroniza os demais requisitos para o trabalho nessas corporações, pois, atualmente, cada estado tem uma legislação diferente para o ingresso na PM e no Corpo de Bombeiros.

Escolaridade
De acordo com a proposta, quanto ao grau de escolaridade, o interessado deverá comprovar a conclusão de:

- curso de bacharelado em Direito, para o ingresso na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM);

- curso de graduação superior nas áreas de interesse (médico, enfermeiro, etc), conforme regulamentação própria de cada instituição policial militar, para os praças ingressarem na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Especialistas;
e

- curso de graduação superior em qualquer área, para o ingresso na carreira de Praça de Polícia Militar.

O projeto prevê que as unidades da Federação que não possuírem essas exigências para o ingresso na carreira terão o prazo de três anos para se adaptarem às novas normas.

Demais condições

Segundo o texto, são condições básicas para trabalhar na PM e no Corpo de Bombeiros:

- ser brasileiro;

- estar quite com as obrigações militares e eleitorais; 

- não ter antecedentes penais dolosos;

- estar no gozo dos direitos políticos;

- ser aprovado em concurso público;

- ter procedimento social irrepreensível e idoneidade moral;

- ter capacitação física e psicológica compatíveis com o cargo, verificados através de exame de aptidão; e

- ser aprovado em exame de saúde e exame toxicológico com larga janela de detecção.

Promoção

Ainda conforme a proposta, observada a legislação própria de cada unidade da Federação, o acesso na escala hierárquica tanto de oficiais quanto de praças será gradual e sucessivo, e o processo de promoção de cada posto ou graduação deverá observar os critérios de antiguidade, bravura, post mortem e ressarcimento de preterição.

Por fim, o texto estabelece que as Polícias Militares manterão cursos em estabelecimento de ensino da própria polícia militar, podendo, ainda, ser desenvolvido em outra unidade federada, ou em parceria com instituições de ensino superior, públicas ou privadas, como requisito para a promoção.

“Ao longo da sua existência, as Polícias Militares foram obtendo padronização, porém impostas pelo governo militar”, explica William Dib. Depois do processo de redemocratização, continua o parlamentar essas corporações passaram a editar, nos estados, legislações diferenciadas quanto às exigências mínimas para o ingresso nas suas carreiras.

Como consequência, acrescenta, não há um padrão nacional também mínimo para o candidato ao ingresso nas fileiras dessas instituições. “Isso traz sérios problemas, levando em conta os serviços que esses profissionais vão desempenhar junto à sociedade após integrarem o efetivo ativo das Polícias Militares.”

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Newton Araújo, Edição – Natalia Doederlein
Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Tabelas Auxílio-moradia e Auxílio-alimentação

Veja como vai ficar o seu salário com a aprovação dos Decretos do Auxílio-Alimentação e do Auxílio-Moradia

Posto ou Graduação
Agosto-2014
Remuneração
Rem +Al+ AMCD
Rem +Al+ AMSD
Cel
16.447,61
17.241,52
17.145,58
Tc
15.870,16
16.654, 89
16.665, 07
Major
14.878,95
15.654,95
15.570,95
Cap
11.940,62
12.701,32
12.627,52
1º Ten
10.437, 97
11.186, 34
11.120, 86
2º Ten
9.839,83
10.579,92
10.519,92
Asp
8.285,38
9.0213,31
8.694,69
Sub Ten
8.875,05
9.610,28
9.553,46
1º SGT
8.057,03
8.778,85
8.730,97
2º SGT
6.926,59
7.639,95
6.926,95
3º SGT
6.389,54
7.093,00
6.389,54
CB
5.289,88
5.978,94
5289,88
SD
5.005,44
5.690,18
5667,02
SD 2ª Classe
3.886,16
4.559,47
4.543,93


Posto ou Graduação
Setembro-2014
Remuneração
Rem +Al+ AMCD
Rem +Al+ AMSD
Cel
16.447,61
18.497,61
17.697,61
Tc
15.870,16
17.878,03
17.106,12
Major
14.878,95
16.814,50
16.090,80
Cap
11.940,62
13.661,80
13.081,01
1º Ten
10.437, 97
12.049,52
11.541,82
2º Ten
9.839,83
11.407,73
10.929,13
Asp
8.285,38
9.739,88
9.33688
Sub Ten
8.875,05
10.372,57
9.940,89
1º SGT
8.057,03
9.494,86
9.102,97
2º SGT
6.926,59
8.281,95
7.945,05
3º SGT
6.389,54
7.705,72
7.394,94
CB
5.289,88
6.525,83
6.268,53
SD
5.005,44
6.220,63
5.977,17
SD 2ª Classe
3.886,16
5.019,69
5.019,69

VARIAÇÃO PERCENTUAL EM 2014

Posto ou Graduação
VARIAÇÃO EM Setembro-2014
Rem +Al+ AMCD
Rem +Al+ AMSD
R$
%
R$
%
Cel
1.256,09
7,29%
552,03
3,2%
Tc
1.233,14
7,34%
541,05
3,3%
Major
1.159,55
7,41%
519,85
3,3%
Cap
960,47
7,56%
453,49
3,6%
1º Ten
863,17
7,72%
421,06
3,8%
2º Ten
827,81
7,82%
409,27
3,9%
Asp
716,56
7,94%
372,19
4,2%
Sub Ten
762,28
7,93%
387,43
4,1%
1º SGT
716,01
8,16%
372,00
4,3%
2º SGT
642,00
8,40%
347,33
4,6%
3º SGT
612,71
8,64%
337,57
4,8%
CB
546,88
9,15%
315,63
5,3%
SD
530,45
9,32%
310,15
5,5%
SD 2ª Classe
460,22
10,09%
286,74
6,3%

Rem +Al+ AMCD =  Remuneração + Auxílio Alimentação + Auxílio Moradia com dependentes
Rem +Al+ AMSD =  Remuneração + Auxílio Alimentação + Auxílio Moradia sem dependentes
Fonte: Secretaria de Administração do GDF